Os soluços
É sem dúvida das coisas mais irritantes e parvas que podem existir, no entanto é sob um forte ataque de soluços que vos dirijo estas linhas. São um fenómeno gástrico de consequências esofágicas perversas que escolhe as vitimas ao acaso, independentemente de cor, credo ou condição financeira, e aqui reside o único factor positivo do soluço: é ser democrático!
Esse é realmente o único consolo relativamente aos soluços, é que, de certeza, já toda a gente teve soluços, não há ninguém que os não tenha tido, pelo menos uma vez. Estamos por isso a sentir uma experiência que já foi partilhada por individualidades. Desde grandes ditadores e terroristas como Osama Bin Laden ou Adolf Hitler até grandes homens de bem e de paz como Buda ou Jesus Cristo, mesmo mentes brilhantes como a de Einstein não se livraram dos famigerados espasmos (quem sabe se a parte da teoria da relatividade relacionada com a contracção do espaço-tempo não terá sido baseada num soluço?).
Relativamente á questão sobre quem apareceu primeiro: o soluço ou o arroto, deixarei para uma próxima oportunidade. Até lá vá pensando nesta perspectiva dos soluços que talvez ainda não lhe tivesse ocorrido. Mas quase que me esquecida da única coisa verdadeiramente boa nos soluços; é que passam! Os meus entretanto já passaram, esperemos que não tenham passado para si. Mas se foi esse o caso resta-lhe dizer a velha lengalenga do “soluço vai soluço vem vai para o/a … que não tem”, só não diga o meu nome porque em matéria de soluços já disse o que tinha a dizer… hic!

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